sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Comunicação (ainda) dá emprego?!

Comunicação (ainda) dá emprego
(18-09-2008)
Cátia Mateus

Apesar de ser não ser uma área de fácil integração no mercado laboral o curso de comunicação ainda assegura emprego

Não é uma área de fácil empregabilidade ou reconhecida pela estabilidade laboral, na medida em que hoje a conhecemos, mas apesar disso, ser licenciado em comunicação social não tem necessariamente que ser sinónimo de dificuldade no acesso ao mercado, instabilidade ou até precariedade laboral. Pelo menos assim espelham os resultados de um estudo realizado pela Observatório de Entrada na Vida Activa dos diplomados da Universidade Católica Portuguesa relativo à taxa de empregabilidade da sua licenciatura em Comunicação Social e Cultural (CSC).

De acordo com o documento divulgado pela Católica, entre os anos de 1996 e 2006, cerca de 92,5% dos alunos que concluíram a sua licenciatura encontram lugar na vida activa. Desses, 42,7% estavam colocados no mercado em menos de um mês após a conclusão do curso e 23,7% tiveram de aguardar entre um a três meses para encontrar emprego. A instituição regista mesmo uma taxa 10,3% de licenciados em comunicação que antes de concluir a licenciatura já tinha lugar no mercado de trabalho.

Do total de licenciados nestes anos, 74,2% encontram-se a desenvolver actividade na sua área de formação e 25,8% mudaram de rumo profissional. Já em matéria de remunerações, 28,5% auferem, em média, entre 750 e 1000 euros mensais logo seguidos de uma percentagem de 20,7% com salários a rondar os 1250 euros. Apenas 3,9% confessam ter uma remuneração que não é fixa. Quando a análise incide sobre o tipo de vínculo laboral, o panorama é optimista: 38,8% dos licenciados nestes anos encontram-se com um vínculo de trabalho efectivo à entidade empregadora e 36,7% tem contrato de trabalho a termo. A prestação de serviços afecta ainda uma percentagem de 18,2%.

Números que para Isabel Gil, professora da Faculdade de Ciências Humanas da Católica, se devem ao esforço contínuo da universidade em oferecer aos formandos uma componente científica perfeitamente articulada com as necessidades do mercado. A docente avança mesmo que “a solidez da formação cultural e científica dos licenciados é claramente a marca que nos distingue e que explica o sucesso do curso”.

Isabel GIl explica que “o curso não se esgota na formação para o jornalismo, formando para várias áreas como a comunicação organizacional, a digital, a comunicação cultural, a visual”. Cinco especializações criadas com base na premissa de que “um profissional da comunicação, independentemente da especialidade, terá de dominar as ferramentas retóricas da língua e saber contextualizar cultural e historicamente o evento com que lida”. Isto porque, como refere Isabel Gil, “a tecnologia sem cultura é um fiasco”.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Caminhar (e correr) para o bem-estar!

Chega de sedentarismo!
Chega de passar horas a adornar os sofás e as cadeiras!
Chega de cultivar o ócio no computador!
Chega de não fazer nada pela nossa saúde e bem-estar psicológico!

A solução?

Vamos «pôr o esqueleto a mexer» no parque ;) Mas que mentes perversas!
Nós só vamos correr para o parque, que, além de ser o local ideal para praticar exercício físico, em pleno convívio com o escasso verde que Lisboa ainda tem, é mesmo ali ao pé de casa.

Hoje só vamos duas, mas eu quero (ninguém manda chamarem-me «chefe», agora aguentem-se) que todas adiram, sempre que houver um tempinho.
A determinação de todas é maior do que a soma da determinação das partes! (Permitam-se a adaptação da teoria da Gestalt).

terça-feira, 1 de julho de 2008

Concordo Clooney, concordo!

«Romance é uma daquelas coisas que, a serem definidas, deixam de o ser. Mas, quando acontece, sabemos logo.» George Clooney, em entrevista à revista Única, de 28 de Junho, 2008.
Com 47 anos, este senhor de charme inigualável farta-se de ter romances, mas nenhum o prende... Na mesma entrevista, afirmou: «Não me caso. Os meus cromossomas vão dar mau resultado!»
:) :) :) Mas qual mau resultado? Isso não seria possível! :) :) :)
Faz muito bem, concordo com a filisofia de vida. Sejamos adeptos da eterna juventude! :)

sábado, 28 de junho de 2008

Meninas, voltei!

Após um longo tempo sem aparecer na blogosfera, decidi dar corda aos dedos e marcar presença 11.º Lumiar. Foi um processo complicado, pois tive de tentar encontrar a password perdida. Mas, no meio de redefinições, lá consegui voltar.

Até breve!

sábado, 21 de junho de 2008

Um amor com mais de 70 anos

Há um ano:

Conheci-os. Ela, de lindos olhos azuis, cabelo branco e corpo franzino, tinha um aspecto visivelmente frágil. Ele, constantemente ao seu lado, era o seu protector.
Estavam sentados na soleira de pedra daquela casa a transpirar passado, carregada de recordações. Lá, naquele aldeia perdida onde a população jovem escasseia.
Lembro-me de achar lindo aquele amor, aquela dedicação, mais de 70 anos depois de se terem conhecido. Ela débil; ele, apesar do avançar da idade, com ar robusto e matreiro sempre a provocar o riso da sua amada. Confidenciou que assim levaram uma vida a dois – a sorrir em conjunto, em qualquer circunstância, mesmo nos momentos mais difíceis.


Há 15 dias:

Volto àquela aldeia perdida para lá do Douro vinhateiro, terra de gentes incomparavelmente humildes e acolhedoras. Encontro-o. Ela não está ao seu lado. Convida-nos a entrar. A casa é grande e está vazia, ainda mais vazia do que há um ano. Tal como a alma dele – oca e triste com a ausência do seu único e eterno amor.
Com os olhos a transbordar de lágrimas, diz que perdeu o bem mais precioso que a vida lhe havia dado. A mulher que escolheu como sua com apenas 10 anos e da qual nunca mais se separou e, por própria vontade, nunca se separaria.
Mas a vida comete estas crueldades e, aos 82 anos, ele sente-se mais só do que nunca, porque perdeu a sua frágil flor que, tendo adoecido cedo, sempre se encarregou de cuidar. Quis dividir a sua vitalidade com ela, e durante anos conseguiu-o, até que ela não teve mais forças para lutar.
«Nunca lhe fui infiel, mesmo quando as raparigas da minha aldeia me convidavam para os bailes. Eu nunca ia sem ela. E assim foi ao longo de toda a vida, foram mais de 70 anos…», desabafa. E as lágrimas voltam a cair-lhe pelo rosto.
Instalou-se um nó na garganta, as palavras não saíam, não sabia o que dizer, fitei os seus olhos e os meus também se encharcaram de lágrimas. Quiseram, aliás tiveram, de ser solidários. Só lhe consegui dizer: «Foi e continuará a ser um amor muito bonito e raro. Não conheço ninguém que possa dizer que tem um amor com mais de 70 anos. Eu própria tenho a certeza que nunca o direi. Já não será possível.» Tentei imprimir um tom descontraído às minhas palavras e ele sorriu. Senti que se alegrou um pouco.
Uma história triste, sem dúvida, mas ao mesmo tempo linda! É a história de um infinito amor, que sobreviveu às agruras da vida, a todas as tentações, ao tempo e até à morte. Sim, porque ele continua a amá-la.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cosmo Girls

No passado dia 29 de Maio, quinta-feira, as gajas do 11º. Lumiar foram à Shopping Night da Springfield Woman no Chiado. Desde maquilhagem e cabelos ainda tivemos direito ser, por uma noite, capa da revista Cosmopolitan (para não falar nos 25% de desconto em todas as compras!).
Foram momentos muito divertidos, dignos de verdadeiras "princesas". Vamos ter de repetir, Cosmo Girls.

terça-feira, 3 de junho de 2008

As melhores frases dos piores alunos

  • O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra!
  • O cérebro humano tem dois lados, um para vigiar o outro.
  • O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um.
  • Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.
  • O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes!
  • Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.
  • O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.
  • O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.**Antes mesmo da guerra a mercedes já fabricava volkswagen.
  • Pedofilia é o nome que se dá ao estudo dos pêlos.
  • O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0.
  • Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica.
  • O índice de fecundidade deve ser igual a 2 para garantir a reprodução das espécies, pois precisa-se de um macho e uma fêmea para fazer o bebé. Podem até ser 3 ou 4, mas chegam 2.
  • O homossexualismo, ao contrário do que todos imaginam, não é uma doença, mas ninguém quer tê-la.
  • Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.
  • O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho.
  • Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie (queria dizer, decerto, barbárie) nasista.
  • Cada vez mais as pessoas querem conhecer a sua família através da árvore ginecológica.
  • O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.
  • A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.
  • Lenini e o Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.
  • Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.
  • Quando os egípcios viam a morte a chegar, disfarçavam-se de múmia.
  • Uma linha recta deixa de ser recta quando encontra uma curva.
  • O aço é um metal muito mais resistente do que a madeira.
  • O porco é assim chamado porque é nojento.
  • A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs.
  • Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.
  • A água tem uma cor inodora.
  • O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.
  • O Marechal António Spínola é conhecido principalmente por estar no dicionário.
  • A idade da pedra começa com a invenção do Bronze.
  • O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.
  • Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.
  • A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países.
  • Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.
  • O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões.
  • Na Idade Média os tractores eram puxados por bois, pois não tinham ·gasolina.
  • A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.
  • Quando dois átomos se encontram, vai dar uma grande merda.
  • Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado.
  • Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus.
  • Pergunta: Em quantas partes se divide a cabeça?
    Resposta: Depende da força da cacetada.
  • A trompa de Eustáquio é um instrumento musical de sopro, inventado pelo grande músico belga Eustáquio, de Bruxelas.
  • Parasitismo é o facto de um gajo não trabalhar e viver à 'pala' dos outros, de dinheiro, cigarros e outros bens materiais.
  • Ecologia é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons.
  • A Biologia é o estudo da saúde. E para beneficiar a saúde é que foi inventado o biotónico.
  • As constelações servem para clareficar a noite.
  • Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando.
  • O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.
  • A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje
  • A Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.
  • As aves teem na boca um dente chamado bico.
  • A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.

A música que me vai na alma...

'Cause I've lost loved ones in my life
Who never knew how much I loved them
Now I live with the regret
That my true feelings for them never were revealed

So I made a promise to myself
To say each day how much they mean to me
And avoid that circumstance
Where there's no second chance to tell them how I feel

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Agora o nosso vídeo (um deles)

E aqui estávamos nós em êxtase. Não sou fã de Bon Jovi, mas tenho de me render - este concerto foi dos melhores (ou o melhor) que já vi! O 11.º Lumiar esteve lá!

Só para dar um cheirinho

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estado de Espírito

Farta de Esperar.
Farta de Esperar.
Farta de Esperar.
Tenho dito!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Sugestão cultural: entrada gratuita

30 Mai' 08 a 31 Mai' 08 CINEMA

“ENTRE MUNDOS”
No âmbito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural, o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, I.P. (ACIDI, I.P.) promove, nos dias 30 e 31 de Maio, no Cinema S. Jorge, uma Mostra de Filmes sobre o Diálogo Intercultural. “ENTRE MUNDOS” foi o nome escolhido para esta mostra que pretende aprofundar, através do cinema, o trabalho de sensibilização ao nível da cidadania sobre a importância e os efeitos positivos da convivência na diversidade cultural.


“Os filmes impuseram-se pela pluralidade de olhares, pelo registo da diversidade de culturas em movimento convergente e pela heterogeneidade da natureza das relações dos seus autores com o Cinema. Um motivo integrador? A humanização do Eu e do Outro, olhando e sendo vistos em circunstância.” (Maria do Carmo Piçarra, Programadora da Mostra “ENTRE MUNDOS”)

Programa
Sexta, 30 de Maio
18h00 – Sessão de abertura

META-FORA, 19’, Colectivo do Cinema Pobre da Praia, 2006
LUSOFONIA, A ®EVOLUÇÃO, 60’, Red Music Academy, 2006

20h00 – RETRATOS, 29’, Luisa Homem, F. Calouste Gulbenkian
AFRO-LISBOA, 60’, Ariel de Bigault, SP Filmes, 1996

22h00 – B’LEZA, 45’, Rui da Silva e Victor Pires, 2007
KUDURO, FOGO NO MUSEKE, 50’, Jorge António, LX Filmes, 2008

Sábado, 31 de Maio
17h00 – “CURTAS” COVA DA MOURA, 35’, Até ao Fim do Mundo, 2008

CIDADE DE OURO, 60’, Andrey Romashov, 2008

18H45 – Debate “O CINEMA ENTRE MUNDOS” (Sala 3)

20h00 – A CONVERSA DOS OUTROS, 22’, Nuno Lisboa e Constantino Martins, 2005 ENTRE MUROS, 75’, José Filipe Costa e João Ribeiro, Laranja Azul, 2003

22h00 – O ESTADO DO MUNDO, 90’, Apichatpong Weerasethakul, Vicente Ferraz, Ayisha Abraham, Wang Bing, Pedro Costa, Chantal Akerman, F. Calouste Gulbenkian, 2007

Projecção Permanente (Foyer do S. Jorge): ENTRE NÓS, 12x3’, Ciclo de doze filmes realizados por André Godinho, Pedro Paiva, Fausto Cardoso, Tiago Afonso, Sérgio Tréfaut, Catarina Alves Costa, José Filipe Costa, Cátia Salgueiro, André Príncipe, Miguel Nogueira, Joana Neves, Leonor Noivo, Fundação Calouste Gulbenkian/Fórum Gulbenkian Imigração, 2006

A entrada é gratuita e os bilhetes poderão ser levantados no próprio dia, na bilheteira do Cinema S. Jorge, entre as 13h00 e as 22h00.

Local: Cinema S. Jorge (Salas 2 e 3), Lisboa 30 e 31 de Maio de 2008
Das 18h00 às 22h00

Mais informações em www.aedi2008.pt

sexta-feira, 23 de maio de 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sobre príncipes encantados...

"Não vêm montados em cavalos brancos, a empunhar espadas e a prometer a morte dos dragões. Vêm por nós. Vêm para nós. Só precisamos de prestar atenção.

O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. Se ficou sem consorte no dia de S. Valentim não desespere. Faça como uma amiga minha que quando sai do carro, retoca o baton e diz com uma convicção demolidora «o Príncipe pode estar em qualquer lado».E pode mesmo. É uma questão de fé, arbitrária e alietória, mas pode acontecer. Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí. Isto é o que diz outro amigo meu que é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por agora. Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.

A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura paixão ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.

Os Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego porque sabem que no futuro levar-nos-ão à Tour d'Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo apaga. Podem parecer menos empenhados ou sinceros que os antecessores, mas o que chamamos hesitação ou timidez talvez seja uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.

O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol durante a noite para não nos constiparmos e se levanta às três da manhã para nos fazer um chá quando nos dói a garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor. É o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é o que passa, de vez em quando, férias com os amigos.

O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado; é o marido mais porreiro. Não é o que olha para nós todos os dias, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja lugar para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite, porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos e vai à padaria num feriado.

O Príncipe é Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e faz-nos sentir importantes. Claro que com tantos sapos, bem vestidos e cheios de conversa, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de viver é saber que um dia tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois é deixa-lo ficar... e se for mesmo ele, fica."

Margarida Rebelo Pinto

A escritora é considerada light, mas talvez por isso consegue contar o dia a dia do amor feito para durar..

sábado, 17 de maio de 2008

Sergio Godinho - Primeiro Dia

«E é então que amigos nos oferecem leito,
entra-se cansado e sai-se refeito,luta-se por tudo o que se leva a peito...» Este grande senhor, com quem já tive o privilégio de falar, tem razão. E é isso que, ao longo de dois anos, nós temos proporcionado umas às outras - «leito». Temos sido a família umas das outras nesta cidade.
Já nos aguentámos há dois anos, caraças!Faz exactamente neste mês. Por isso, vamos festejar!Já sabem, para a semana, há jantarada entre as maravilhosas mulheres do 11.º Lumiar:)