segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Folhas Caídas...

Os dias acordam cinzentos, sem uma fresta azul, anunciando, dentro em breve, a estação das chuvas, do tempo húmido, dos ventos fortes que se colam às roupas quentes e que nos fazem sentir um friozinho gelado... É a época das folhas caídas, do sol tímido, que espreita, entre uma nuvem e outra, para o comum dos mortais. Abriu mão da vigilância activa que caracteriza o Verão.
Folhas caídas... essas que se desfazem no solo, como os segundos se diluem nos minutos... a vida dilui-se... sem solidez, sem matéria, sem moléculas... vejo átomos voláteis que se atravessam sem razão, sem certezas... as folhas caem e com elas a minha esperança se esvai, devagar, devagarinho, em slow motion...
Uma vez no chão, as folhas estão entregues à própria sua sorte, ou azar. Podem voar, mas não para muito longe, porque o destino marca a hora... da sua própria extinção. Folhas caídas, nessa passadeira castanha, que se estende no chão, são sempre esquecidas...

Despi a minha alma ao mundo, nesta pequena paleta de palavras... blue.

Andreia

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Jewel - Foolish Games

Foolish Games are tearing me apart

You took your coat off and stood in the rain,
You're always crazy like that.
And I watched from my window,
Always felt I was outside looking in on you.
You're always the mysterious one with
Dark eyes and careless hair,
You were fashionably sensitive
But too cool to care.
You stood in my doorway, with nothing to say
Besides some comment on the weather.

[Pre-Chorus 1]
Well in case you failed to notice,
In case you failed to see,
This is my heart bleeding before you,
This is me down on my knees, and...

[Chorus]
These foolish games are tearing me apart,
And your thoughtless words are breaking my heart.
You're breaking my heart.
You're always brilliant in the morning,
Smoking your cigarettes and talking over coffee.
Your philosophies on art,
Baroque moved you.
You loved Mozart and you'd speak of your loved ones
As I clumsily strummed my guitar.

[Pre-Chorus 2]
Well, excuse me, guess I've mistaken you for somebody else,
Somebody who gave a damn,
Somebody more like myself.

[Chorus]
You took your coat off,
Stood in the rain,
You're always crazy like that.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Green Day - Working Class Hero

Esta linda música é uma nova versão do original Working Class Hero, de John Lenon, e encerra em si a crítica social e política, um registo que, cada vez mais, se destaca nas músicas dos Green Day.
Desta vez, aliaram-se à causa de lançar um CD beneficente das vítimas do conflito no Darfur (Sudão) – o Instant Karma: The Campaign To Save Darfur. Para além dos Green Day, este álbum conta com as interpretações dos U2, dos The Cure, dos Snow Patrol, de Jack Johnson, entre outros. Fica aqui o vídeo da participação dos Green Day, onde se destacam os testemunhos reais de algumas vítimas do conflito.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Green Day - Working Class Hero - a letra

As soon as you're born they make you feel small
By giving you no time instead of it all
Till the pain is so big you feel nothing at all
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

They hurt you at home and they hit you at school
They hate you if you're clever and they despise a fool
Till you're so ------- crazy you can't follow their rules
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

Keep you doped with religion and sex and TV
And you think you're so clever and classless and free
But you're still ------- peasants as far as I can see
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

There's room at the top they are telling you still
But first you must learn how to smile as you kill
If you want to be like all the folks on the hill
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be
A working class hero is something to be

If you want to be a hero well just follow me
If you want to be a hero well just follow me

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Carta para as Big Girls

Se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a manhã
eu sei...

se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim
se a tristeza é mais profunda que a dor
se este dia já não tem sabor
e no pensar que tudo isto já pensei
eu sei...


se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
na incerteza de saber
o que fazer, o que querer
mesmo sem nunca pensar
que um dia o vá expressar
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim


"Eu Sei" de Sara Tavares e Ana Fonseca



Olá Big Girls,

Vocês devem estar a pensar: "já vai para o quarto a esta hora? Será que está tudo bem?" Perdoem-me... Estou numa onda "esquisa" e não sei muito bem porquê.
Não são só as saudades de casa-casa. É algo mais profundo que trago comigo... Uma vontade de estar sozinha, de sorrir na multidão, de ficar bem juntinho mas, ao mesmo tempo, afastada e protegida... Estou mesmo a precisar de um tempo para mim... o meu tempo!
Sei que posso contar com a vossa amizade. E, acreditem, isto é muito importante para me sentir bem aqui.
Boa noite e um beijinho grande a todas.

Sou coração. Ponto.


Entregue a mim.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

As noites num hospital duram mais

Na Visão da semana passada (27 de Setembro) foi publicada uma grande entrevista com o António Lobo Antunes a propósito do seu novo livro - «O Meu Nome é Legião» (Dom Quixote). Nesta entrevista, o escritor conta, pela primeira vez com tanto pormenor, como foi descobrir, enfrentar e tratar um cancro que «lhe bateu à porta» no início deste ano.
São muitas as declarações que me chamaram a atenção, mas não pude deixar de memorizar o seguinte: «Não há nada de mais horrível do que uma noite passada num hospital. São noites infinitas. E é aí que aparece o desamparo.» Sim, António, eu que, também há pouco tempo, tive de passar umas noites no hospital, depois de uma cirurgia, corroboro estas palavras. Nunca na minha vida passei por algo tão horrível, tão doloroso, tão penoso.
Não se consegue comer, dormir e até a respiração parece querer falhar. É impossível dormir, é impossível comer, é impossível ter pansamentos animadores, é quase impossível respirar no seio de tanto sofrimento - o nosso, mas, acima de tudo, o dos outros.
As náuseas e os vómitos constantes provocados pela anestesia; os fortes analgésicos que nos assolam com tonturas e quase nos deixam sem forças; as veias todas picadas de tanto se procurar o ponto certo para o soro e todos os medicamentos; os suspiros e gritos sofridos dos que estão no nosso quarto, nos outros quartos e em todo o piso; as enfermeiras que não param a noite toda de ziguezaguear pelo corredor; as luzes que nunca se apagam... Enfim, claro que, com isto tudo, foi normal sofrer, pela primeira e única vez na vida, de ataques de pânico. A aflição era tal que, à segunda noite, tive de pedir a uma enfermeira que me desse «qualquer droga que me fizesse dormir».
Felizmente, tratou-se de uma intervenção simples e de curto internamento, mas estes foram momentos que registei como os piores que vivi até hoje... Mas, como costumo dizer, tudo o que nos acontece na vida tem um sentido positivo e não tenho qualquer dúvida de que esta experiência me enriqueceu muito e me fez ganhar mais força para enfrentar a adversidade e o sofrimento.
Nada de tristezas, eu não estou triste, só me deu vontade de escrever e compartilhar isto porque esta entrevista do António Lobo Antunes, que acabo de ler, tocou-me profundamente e fez-me recordar esses momentos. Principalmente quando ele diz: «Foi muito difícil. Enfim, muito difícil é exagero. Porque, ao lado, vi pessoas que estavam muito piores do que eu. Pessoas sem esperança, à espera da morte. As minhas hipóteses eram grandes e, por isso, às vezes, sinto-me culpado.»
Culpado? Sim, eu entendo, a culpa de não poder dividir a vida que ainda temos com essas pessoas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Big girls don't cry

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've gotta get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry
Don't cry,
Don't cry,
Don't cry.
Fergie - Big Girls Don't Cry

Só um desabafo de sexta-feira à noite... não se preocupem!!! Mais uma daquelas noites que fico parada à janela do 11.º a pensar e reflectir sobre o que faço aqui. Nunca se questionaram? Penso cada vez mais: porque escolhi, porque estou aqui, porque sou assim? Vou mas é dormir que o meu mal é sono!

Sexta-feira à noite

Começo por dizer que hoje não me apetece nada sair. Mas ir beber um copo a algum lado pode não ser má ideia para "lavar a alma" de tanta energia negativa. (O meu dia de ontem foi a maior prova que "alguém me viu", como se costuma dizer. E isto não pode piorar!!!)
Assim, aceito sugestões. Procuro um local barato, com boa rede de transportes e cerveja boa!
Claro está que a companhia são vocês, companheiras do 11.º C , e quem de bem nos quiser acompanhar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Desculpas públicas

Detesto falhar com o que prometo e hoje acabei por fazê-lo. Embora as desculpas devam ser evitadas, até porque o que me impediu de cumprir o combinado, na verdade, poderia ser evitado, quero, também aqui, reforçar o meu pedido de desculpa a ti, nossa menina Alkalina.
Espero que a vossa presença na Festa Red Hot esteja a ser um sucesso e tenho a certeza que estão a dar mais nas vistas do que os ditos VIP's. Amanhã contam-me quem, afinal, levou a melhor: a do metro ou a do táxi? Bom, mas o importante é que tudo corra bem e se divirtam imenso!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Pós-graduações e outros sucessos

A nossa casa mais parece o muro das Citações! Mas sobre este assunto apenas nos pronunciaremos mais tarde, desde já o meu pedido de desculpas aos mais ansiosos e que sofram de "algema de peito".
Ora bem, lá por casa se as paredes tivessem ouvidos ou as câmaras estivesses ligadas seriamos as próximas estrelas da TVI, quais talentos na arte da comédia e, sobretudo, da palermice. Naquele 11º C (este C dava pano para mangas... mas fica para quando chegar o inverno!), estuda-se muito... Somos todas aplicadas no estudo. Terminada a pós-graduação em "Como despachar um encalhado com mais de 30", ao que parece vai abrir uma nova temporada de "Como mudar fraldas a crescidos"; continua em expansão o curso de "Como não sufocar com mel e obssessão". Tiradas as especializações e, não não se prevendo descanso para estas cabecinhas parece que vão continuar os mestrados em ciência animal, com vertente prática de sapos. À parte os nossos sucessos escolares e outros que não convém referir, aceitam-se candidatos para bombistas suicidas, com disponibilidade para rebentar call center em horário pós-laboral. Convém que tenha bom aspecto, para morrer bonito!
Fiquem bem!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

E agora cantem...

«Boa Sorte/Good Luck»

Vanessa da Mata & Ben Harper


É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That’s it
There is no way
It over, good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what I feel
Won’t change

Tudo o que quer me dar/Everything you want to give me
É demais /It´s too much
É pesado It’s heavy
Não há paz/There is no peace
Tudo o que quer de mim/All you want from me
Irreais/Isn´t real
Expectativas/Expectations
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world
In the world
All you want
All you want

Tudo o que quer me dar/Everything you want to give me
É demais/It´s too much
É pesado/It’s heavy´
Não há paz/There is no peace
Tudo o que quer de mim/All you want from me
Irreais/Isn’t real
Expectativas/Expectations
Desleais
Now were
Falling into the night
Um bom encontro é de dois

Tacada Final

Subscrevendo a nossa querida Pinipon e para que não restem dúvidas: NÓS TEMOS TUDO, SÓ NÃO TEMOS COMPARAÇÃO!!!

domingo, 23 de setembro de 2007

Ausência

Tem sido notória a minha ausência no blogue. Tudo porque, devido às minhas novas funções laborais, me tenho dedicado quase a 100 % ao trabalho. E, depois de um dia como os meus, não há muita inspirição que reste no cérebro. Não tem sido fácil. Pelo contrário, felizmente, vejo que as restantes gajas vão mantendo esta banda animada e que já proporcionaram grandes sorrisos através dos seus posts. Vejo também que já temos frequentadores assíduos: bem-vindos!
Resta-me prometer que vou tentar ser menos ausente, deixando um pouco de lado as centenas de trouble tickets (não é Andreia?!) que tenho de encaminhar, os planeamentos, os e-mails e o telefone sempre a tocar até em sonhos.
Boa noite...